Você sabe o que é Vivissecção?

 Você sabe o que é Vivissecção?

Foto do DVD  Não Matarás – os animais e os homens nos bastidores da ciência produzido pelo Instituto Nina Rosa – projetos por amor à vida
Foto do DVD Não Matarás – os animais e os homens nos bastidores da ciência produzido pelo Instituto Nina Rosa – projetos por amor à vida.
Por Redação Lionvegan
Vivissecção é a operação feita em animais vivos com o objetivo de realizar estudos anatomo-fisiológicos. Essas experiências são realizadas, em alguns casos, sem aplicação de anestésico, pois os cientistas alegam que os anestésicos interferem nas funções orgânicas do animal, alterando o resultado das pesquisas. Os experimentos ocorrem principalmente nas áreas neurológicas, psico-comportamentais, nos testes armamentistas e nas pesquisas relacionadas ao fumo, ao álcool e aos cosméticos, onde são utilizados entre outros, o Teste Draize e LD 50.

Durante esses testes os animais ficam presos a aparelhos de contenção, sendo torturados com inoculações de vírus e cancros, amputações de membros, escaldamentos e dissecações. Produtos são aplicados nos olhos e na pele, com o animal vivo e consciente. Em algumas cirurgias o cérebro do animal é extirpado ou destruído com substâncias químicas. Outras costuram-lhe o intestino ou seccionam a medula espinhal. Como se não bastasse, com requinte de crueldade, alguns cientistas deixam expostos os nervos da cobaia e aplica-lhe  descargas elétricas.
No livro Vítimas da Ciência – Limites da experimentação animal, a autora Tamara Bauab Levai, graduada em Ciências Biológicas pela Universidade do Vale do Paraíba e pós-graduação em “Síntese Orgânica”, afirma que “as experiências com animais não deveriam, necessariamente, ser relacionadas ao homem, eis que cada espécie tem suas próprias reações fisiológicas. Incorreto comparar uma doença inoculada artificialmente no animal com estado patológico humano, quando este resulta de um modo de vida desequilibrado. Se os animais não fumam, não bebem álcool, não usam drogas, se não tem estresse ou insônia, porque induzi-los ao vício ou à fadiga? Os pesquisadores, entretanto, se encarregam de provocar a situação anômala para, depois tirar suas conclusões, como se a reação orgânica fosse a mesma no homem e no animal. Sob essa ótica a experimentação científica soa inútil, visto já existirem métodos outros capazes de produzir resultados mais confiáveis à humanidade que não à custa da vida de criaturas indefesas”.
No Brasil, a Lei n. 6.638/79, estabelece normas para a prática da visissecção em animais e determina a proibição dessa prática sem o emprego de anestesia e em estabelecimentos de ensino freqüentados por menores de idade. Além dessa lei, existe a Lei dos Crimes Ambientais ( Lei Federal n. 9.605/98 ), cujo artigo 32§1º, incrimina por maus tratos a animais quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
Embora existam leis de proteção aos animais no Brasil e em outros países, a vivissecção ainda ocorre. No Brasil a fiscalização é dificultada, pois muitos biotérios e lavaboratórios são clandestinos. Algumas Ongs de defesa dos animais como a World Society for the Protection of Animals – WSPA e a Lega anti vivisezione – LAV vem tentando acabar com esta prática “científica”, que além de ser cruel e ilegal, oferece resultados ineficazes. Devido a luta dessas entidades de defesa animal para acabar com a vivissecção, alguns laboratórios já foram fechados e multados em países como a França e Inglaterra. Em 1998, a Inglaterra decretou a proibição de testes em animais para produção de cosméticos. Entretanto, para que a vivissecção seja extinta é necessário que todos participem dos movimentos em prol da proibição dessas experiências em animais.

Conheça alguns macabros testes feitos em animais

Teste Draize: É utilizado para detectar a ação nociva das substânicas químicas encontradas em produtos de limpeza e em cosméticos.
Esse teste é feito aplicando os produtos diretamente nos olhos dos animais conscientes. O período da experiência dura uma semana e os animais sofrem dor extrema, mutilação e cegueira. Os animais são imobilizados em suportes, onde somente suas cabeças se projetam. Os olhos são mantidos abertos constantemente, através de clips de metal presos as suas pálpebras.
O teste Draize aplicado na pele do animal é feito mediante a imobilização, enquanto substâncias químicas são aplicadas sobre a pele raspada e ferida por meio de fita adesiva, pressionada na pele do animal e arrancada bruscamente. Este processo é feito até que a pele fique em carne viva.
O coelhos são os animais mais usados para este teste, pois são baratos e mansos. Além de possuírem olhos grandes, fáceis de serem observadas as reações. Entretanto, este teste produz resultados duvidosos, pois a espessura, estrutura de tecido e bioquímica das córneas do coelho e do humano são diferentes. Isto leva a interpretações ambíguas. Assim, uma substância pode aparentar ter causado um dano mais grave para um técnico e mais suave para outro.
Teste LD 50: é utilizado para demonstrar a quantidade de substância que causará a morte de um grupo de animais, num prazo determinado, quando inalada, ingerida ou exposta de alguma maneira. Este teste dura alguns dias e utiliza 200 ou mais animais.
Os animais são forçados a inalar e ingerir, através de um tubo inserido na garganta, loções para o corpo, pasta dental, amaciantes de roupa e outras substâncias tóxicas.
O LD50 produz resultados ineficazes, porque variam dependendo da espécie do animal utilizado. Outro fator que inutiliza a eficácia deste método é devido a dose letal para os humanos ser impossível de ser detectada por meio de experiências em animais. Pesquisas epidemiológicas e clínicas demonstram que os seres humanos possuem reações diferentes a substâncias, até mesmo entre si, podendo variar entre homens e mulheres, crianças e adultos e grupos étnicos.

Existem métodos alternativos de experimentação, que substituem a vivissecção:

  • Uso de películas sintéticas para testar a toxidade de substâncias;
  • Utilização de culturas de células( in vitro ) para estudos de toxidade e irritação;
  • Utilização de tecido humano. O laboratório Pharmagene, na Inglaterra, utiliza a técnica de estoque de tecidos humanos retirados durante a biópsia ou algum tipo de tratamento de pacientes hospitalizados e voluntários humanos.
  • Simulações em computador;

    O que você pode fazer para extinguir a vivissecção?

 

  • Sites que apresentam listas de empresas que não testam em animais, bem como aquelas que continuam com os testes.

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